Por iniciativa de Jorge Bittar, um grupo executivo integrado por representantes do Ministério das Cidades , do BNDES, da Caixa Econômica Federal , do governo do Estado do Rio , da Firjan e de entidades empresariais vai elaborar e acompanhar projetos nas áreas de habitação , saneamento e transportes no Estado do Rio com a utilização de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC. A decisão de criar o grupo foi tomada em reunião realizada na segunda-feira (02 de abril de 2007), na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro – Firjan.
Os recursos do PAC serão aplicados na construção de habitações populares para a faixa de renda de até cinco salários mínimos em terrenos da União no Rio de Janeiro. De acordo com Jorge Bittar, a idéia é aproveitar e melhorar a infra-estrutura de saneamento já existente nessas áreas para construir os imóveis populares. Outro fator determinante para a escolha dos locais também será a infra-estrutura de transporte disponível, que também deverá receber investimentos.
A reunião realizada na Firjan foi fruto de conversas anteriores de Jorge Bittar com a presidente da Caixa Econômica Federal , Maria Fernanda Ramos Coelho , e com o presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira. Também participaram do encontro o diretor da área social do BNDES, Élvio Gaspar; o governador do Estado do Rio em exercício , Luiz Fernando Pezão; o secretário estadual de Habitação , Noel de Carvalho , o vice-presidente de desenvolvimento urbano da CEF, Jorge Hereda; o superintendente da CEF, José Domingos Vargas; o presidente do Sindicato da Indústria da Construção , Roberto Kauffmann; o presidente da Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro , Francis Bogossian; o prefeito de Niterói, Godofredo Pinto ; e representantes das prefeituras de Duque de Caxias e Nova Iguaçu.
De acordo com Bittar, a utilização dos recursos do PAC e o aproveitamento dos terrenos da União permitirão estancar o processo de favelização principalmente nos municípios da região metropolitana, onde há um déficit de 800 mil habitações para as camadas de baixo poder aquisitivo. O deputado lembrou que a União possui grande quantidade de terrenos (das Forças Armadas, do INSS, da Rede Ferroviária, entre outros), situados em áreas próximas a importantes canais de transportes de massa, que já contam com um mínimo de infra-estrutura de saneamento.
Além de fazer o mapeamento dessas áreas, o grupo executivo estudará os projetos e acompanhará sua execução. Segundo Bittar, esse grupo reunirá competências técnicas de alto nível dos setores público e privado. O deputado lembrou que esse é o momento certo para enfrentar o problema da favelização e, por conseqüência, também o da violência no Estado do Rio.
Segundo Bittar, o Estado do Rio perdeu muitas oportunidades pela incapacidade dos governos de Rosinha e Garotinho de gerar projetos e por viver em conflito constante com o governo federal. “Mas agora existe um excelente relacionamento entre o governador Sérgio Cabral e o presidente Lula” – disse Bittar, acrescentando que “com a participação dos prefeitos, esses esforços têm tudo para dar certo e melhorar as condições de vida de grande parcela da população fluminense”. |